Amarrou Presidente do Legislativo de Sto.André ficou na expectativa de mais gabinetes e segurou projetos

O presidente da Câmara de Santo André, José de Araújo (PMDB), lamentou ontem que indefinição referente ao aumento do número de cadeiras amarrou as inovações que estavam programadas durante o primeiro ano de sua gestão na Casa. Ele sustentou que o impacto financeiro sobre o acréscimo estava projetado em levantamento interno. Segundo o peemedebista, projetos começarão a ser executados a partir de janeiro.
Araújo revelou que o estudo para executar a ampliação da Câmara, que adequaria outros seis gabinetes ao prédio, estava pronto. "Se fosse aprovado o aumento iríamos dar andamento no processo de licitação em pouco tempo para realizar as obras. Esse impasse prejudicou o andamento, atravancou tudo." Os vereadores rejeitaram em setembro o acréscimo - a votação poderia ampliar de 21 para 27 vagas em 2013.
Por conta da dificuldade no avanço das intervenções, Araújo deve deixar de gastar aproximadamente R$ 7 milhões, que estão à disposição da Casa até o fim do ano e devem ser devolvidos à Prefeitura. Em 2011, a Câmara teria R$ 43 milhões de repasse, o que equivale a 4,5% do Orçamento. O presidente, porém, não confirma o valor da devolução. "Não sei ainda a previsão. Não fechou o balanço. Só em janeiro."
A primeira intervenção arquitetada por Araújo para o início de 2012 será a implantação de 32 câmeras de segurança no Legislativo, tanto no piso térreo quanto no superior e estacionamento, bem como catracas para sistematizar a entrada de pessoas no local. A medida, que foi anunciada em agosto, visa dar segurança aos vereadores e funcionários.
O peemedebista adianta que o processo da licitação está sendo montado para dar andamento na primeira semana de janeiro. "Provavelmente seja um pregão eletrônico, como um leilão ao contrário", disse ele, salientando que foram comprados equipamentos de som e imagem. "Eram muito antigos. Foram dois aparelhos. Um para transmitir a sessão e outro para gravações externas."
Outro projeto orquestrado pelo presidente diz respeito à reforma de todo o sistema hidráulico, elétrico e de bombeiros. Segundo ele, o departamento técnico da Prefeitura finalizou o projeto executivo nesta semana. "O prédio tem 43 anos, com tubos de ferro, na época não era nem PVC. Essas partes estão saturadas. Antes eram 50 funcionários, hoje tem 400. Não tinha equipamentos que hoje existem."
Aliados pressionam Aidan por concessão do abono de Natal
O prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), está sofrendo pressão até mesmo de aliados para abrir os cofres públicos e conceder o abono de Natal. O dilema persiste na administração devido aos técnicos recomendarem o aperto nos cintos em função do reajuste salarial de 14% deste ano (sendo 8% em maio e outros 6% em dezembro, além de R$ 50 incorporados aos vencimentos), enquanto a ala política tenta convencê-lo da fatura eleitoral que o benefício traria em ano de pleito.
Os aliados consideram que o abono resultaria em mais bônus do que ônus. O secretário de Orçamento, Arnaldo Augusto Pereira, disse que se o prefeito ouvir o corpo técnico não vai conceder o abono. "Demos 14% de aumento, um ganho real de 8%. A análise técnica diz que não há possibilidade."
A Prefeitura informou que a proposta está em estudo. Em 2009, a Prefeitura concedeu R$ 500 de abono e em 2010 foram R$ 400. Amanhã será o Dia ‘D' para definir a questão. O Sindicato dos Servidores Públicos de Santo André reivindica R$ 1.500. O valor que está sendo discutido internamente gira em torno de R$ 400, o que geraria impacto na ordem de R$ 8 milhões. O Paço possui cerca de 12 mil funcionários entre ativos e inativos.
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