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Redução da desigualdade criou nova classe média, diz FGV

Segundo o estudo, 60% dos idosos fazem parte da nova classe média, com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591

19/09/2008 | 18:08
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Entretanto, caso crise persista, as perspectivas não são nada animadoras.O economista da FGV (Fundação Getulio Vargas) Marcelo Neri disse nesta sexta-feira que a redução da desigualdade social vem beneficiando diretamente uma nova classe social, a nova classe média.

“Essa é a década da redução da desigualdade, já por sete anos consecutivos. É uma marca expressiva. Ela acaba engendrando desde a redução da miséria até o aumento de seguimentos médios da população, como a chamada nova classe média”, declarou o chefe do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, ao comentar a pesquisa Miséria e a Nova Classe Média na Década da Igualdade.

O estudo aponta que em 2007 a classe média cresceu 4,4%, em grande parte por causa do aumento significativo no número de empregos formais. Os dados da pesquisa registram que hoje existem cerca de 1,8 milhão de empregos com carteiras assinadas.

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A pobreza, ainda segundo a pesquisa, caiu 6% em 2007 - de 19% da população em 2006 para 18,11% em 2007 - e 1, 5 milhão de pessoas saíram da linha de pobreza. De acordo com a FGV, existem hoje no Brasil cerca de 33,6 milhões miseráveis, o equivalente a 18% da população.

Os dados também mostram que em 2007 os 10% mais pobres da população - com renda per capita inferior a R$ 135 por mês - perderam 5,5% da renda mensal, cerca de R$ 2.

O estudo aponta ainda que 60% dos idosos fazem parte dessa nova classe média. Os programas de transferência de renda do governo federal para aposentados e pensionistas são apontados como um dos fatores dessa ascensão.

O coordenador da pesquisa Marcelo Neri explicou que essa nova classe média veio da classe E, mas não parou na D. Ela tem renda familiar entre R$ 1.064 e R$ 4.591, e em sua maioria tem carteira de trabalho assinada.

Outro aspecto da nova classe média é a presença significativa de afro-brasileiros e das mulheres que estão ascendendo para a classe C, por meio do trabalho.




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