Alerta As emissoras TBS e Fuji informaram que há mortos e feridos no local, mas o número total de vítimas ainda não foi confirmado
FOTO: Reprodução/Redes sociais

Um terremoto atingiu o sul do Japão no fim da tarde desta terça-feira (28) pelo horário local, e provocou o desabamento de um shopping, deixando dezenas de pessoas presas, além da queda da uma muralha de um castelo com mais de 400 anos.
Um vídeo aéreo registrou os danos provocados no Aeon Mall, em Kashima, na província de Kumamoto, na região central da ilha de Kyushu. Partes das paredes do edifício desabaram, deixando estruturas metálicas expostas.
Segundo o Corpo de Bombeiros de Kumamoto, várias pessoas ficaram presas no shopping após uma explosão que causou o desabamento do segundo andar. Pelo menos dois feridos já foram resgatados.
As emissoras TBS e Fuji informaram que há mortos e feridos no local, mas o número total de vítimas ainda não foi confirmado. Segundo a emissora pública NHK, entre 20 e 30 trabalhadores estão desaparecidos. A operação de resgate segue em andamento.
O Aeon Mall ficou fechado temporariamente em 2016, após Kumamoto ser atingida por dois terremotos devastadores em apenas dois dias. O primeiro, de magnitude 6,5, foi registrado em 14 de abril, e o segundo, de magnitude 7,3, em 16 de abril. Os tremores deixaram 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos.
Outro vídeo mostra o momento em que parte da muralha do Castelo de Kumamoto, localizado na capital da província, desaba. A fortaleza foi construída pelo general Kato Kiyomasa entre 1601 e 1607 e é um dos três castelos mais famosos do Japão.
Nas imagens, é possível ver rochas rolando pelo chão e uma nuvem de poeira. O monumento é especialmente conhecido pelo Cerco ao Castelo de Kumamoto, durante a Rebelião de Satsuma, em 1877. De dentro do castelo, 3,5 mil soldados resistiram a 13 mil integrantes do Exército de Satsuma, segundo o site do castelo. "O Castelo de Kumamoto demonstrou, em nome e na realidade, que era uma fortaleza inexpugnável."
A agência de notícias Kyodo News afirmou que uma pessoa morreu após uma casa desabar, sem dar mais detalhes sobre onde ocorreu o desabamento. A NHK informou que pelo menos 50 pessoas foram levadas a hospitais na cidade de Hikawa com ferimentos e que ao menos 12 imóveis desabaram. A emissora acrescentou ainda que havia pessoas presas em quatro prédios.
A NHK informou ainda que pode haver desaparecidos na fábrica de papel Nippon Paper, localizada em Yatsushiro, após a chaminé do imóvel desabar. A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA, na sigla em inglês) afirmou que o Corpo de Bombeiros de Yatsushiro foi acionado para resgatar nove pessoas no local.
O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local (04h27 em Brasília), na ilha de Kyushu. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou inicialmente que o tremor teve magnitude 7,1, mas revisou posteriormente o dado para 6,8.
Após o terremoto, ocorreram mais de 60 réplicas com magnitudes variando de 1 a 4, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês).
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou em uma publicação no X que criou uma força-tarefa para coletar informações, avaliar os possíveis danos e se preparar para operações de resgate, caso necessário.
Sanae disse a repórteres que cerca de 3,6 mil militares foram enviados a Kumamoto para auxiliar nos trabalhos de resgate. "Já foram confirmados danos extensos", afirmou. "Expresso minhas mais sinceras condolências a todos os afetados por este desastre."
O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, afirmou em uma entrevista coletiva que as Forças Armadas do Japão estão realizando operações de resgate emergencial em Kumamoto.
A JMA chegou a emitir um alerta de tsunami após o sismo para os mares de Ariake e Yatsushiro, mas o suspendeu cerca de duas horas depois.
*Com informações de agências internacionais.
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