Rumo ao hexa Primeira aparição da Seleção Brasileira neste Mundial acontece às 19h deste sábado (13), diante de Marrocos
FOTO: Rafael Ribeiro/CBF

Entre o pentacampeonato conquistado em 2002 e a Copa do Mundo de 2026, nasceu uma geração de brasileiros que nunca viu a Seleção Brasileira erguer o principal troféu do futebol. Maior campeã da história do torneio, com cinco títulos, a equipe chega ao Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá tentando encerrar um jejum de 24 anos, exatamente o mesmo intervalo que separou o tricampeonato de 1970 da conquista do tetra, em 1994. É nesse contexto que o Brasil estreia no torneio neste sábado (13), às 19h (de Brasília), diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela abertura do Grupo C.
Se há 24 anos as esperanças estavam depositadas em uma geração liderada por Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, que conduziram o Brasil ao penta na Coréia do Sul e no Japão, desta vez as atenções se voltam para Vinicius Júnior e Neymar. Outro destaque, Endrick, aos 19 anos e integrante da geração que nunca viu um título mundial da Seleção, chega ao torneio ocupando o papel de jovem promessa que, em 2002, pertencia a Kaká, então com 20 anos e em sua primeira Copa do Mundo.
A missão de conduzir o Brasil na busca pelo hexacampeonato ficará sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti, que se tornou o primeiro estrangeiro a dirigir a Seleção Brasileira em uma Copa.
Em entrevista coletiva na tarde da última sexta-feira (12), o treinador multicampeão por clubes europeus não escondeu a satisfação por estrear na competição à frente da Canarinho. “É uma experiência nova, mas algo especial obviamente. É ter a responsabilidade e a honra de representar o País do futebol, a Seleção mais laureada do mundo. Duas coisas: responsabilidade e honra. Quero aproveitar esse jogo com alegria e felicidade porque é um momento muito bonito da minha história”, afirmou.
Mas um dos principais desafios já aparece antes mesmo de a bola rolar. Neymar, camisa 10 e maior artilheiro da história da Seleção, com 79 gols, não estará à disposição para a partida por causa de uma lesão de grau dois na panturrilha direita. Sem o astro, a tendência é que o setor ofensivo seja formado por Vinicius Júnior, Raphinha e Matheus Cunha, com Lucas Paquetá na criação das jogadas.
Para a escalação inicial, as principais dúvidas estão nas laterais. Pela direita, Danilo e Ibañez disputam vaga após o corte de Wesley por lesão. Pela esquerda, Alex Sandro e Douglas Santos aparecem como opções.
Se para parte da torcida apenas a qualidade do elenco não basta para confiar em uma largada positiva no Mundial, o retrospecto oferece algum conforto. Brasil e Marrocos se enfrentaram apenas uma vez em Copas do Mundo, na fase de grupos de 1998. Na ocasião, a Seleção venceu por 3 a 0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.