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Teste: GAC Aion UT tem duas versões e motor de 204 cv

Dirigimos a configuração topo de linha Elite do hatch elétrico, que custa R$ 159.990 e oferece condução semiautônoma e mimos como teto panorâmico

Vagner Aquino
03/06/2026 | 14:14
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Há pouco tempo, era inimaginável ter um carro elétrico no top ten de vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil, sobretudo, posicionado acima de modelos tradicionais. Porém, isso já é realidade. O BYD Dolphin Mini, por exemplo, comercializou mais unidades do que o Volkswagen Tera no úlitmo mês, e o Dolphin, emplacou quase quatro vezes mais do que o Citroën C3. Para tentar ''abocanhar'' uma fatia deste bolo - ao lado do já consagrado Geely EX2 - aparece o GAC Aion UT, que acaba de ser lançado no país.

Antes de tudo, cabe detalhar os valores. O GAC Aion UT sai por R$ 139.990 na versão Premium (mas tem R$ 4.000 de bônus, até 15 de junho) e custa R$ 159.990, na topo de linha Elite. Ambas têm seguro grátis por um ano. Desse modo, preço bastante competitivo frente aos principais concorrentes BYD Dolphin (R$ 149.990 a R$ 159.990), Geely EX2 (R$ 123.800 a R$ 136.800) e GWM ORA 03 (a partir de R$ 169 mil).

Visualmente, ambas as configurações  do Aion UT mudam um pouco. Por fora, apenas a inclusão ou não do teto panorâmico. No mais, ambas as versões se mantêm igual tanto no modelo e tamanho das em rodas (17" com acabamento diamantado), quanto nos detalhes, como iluminação por LEDs e aerofólio traseiro. 

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Até a mecânica é igual. No entanto, embora ambas contem com o mesmo motor elétrico de 204 cavalos de potência, as baterias diferem. Ou seja, o cliente que prefere mais autonomia, paga mais. Enquanto a versão Premium conta com o componente de 44,12 kWh e alcance de 253 km, de acordo com o Inmetro, a Elite tem, respectivamente, 60 kWh e autonomia de 310 km. De acordo com a marca chinesa, a recarga da bateria (de 30% a 80%) em pontos de corrente contínua (DC) é feita em 24 minutos, aproximadamente.

Na prática

O primeiro contato que o Diário teve com a versão topo de linha (Elite) durante o lançamento do Aion UT, aconteceu em um trecho de quase 20 km, na Capital. Afinal, é em ambiente urbano que os carros elétricos têm resultados mais satisfatórios, por conta da atuação mais constante da regeneração e, consequentemente, maior economia. O destaque vai para o silêncio a bordo. Nem mesmo ruídos de vento ou atrito dos pneus com o solo incomodam. O isolamento acústico é impecável.

A posição de dirigir agrada bastante. Porém, na hora de arrumar os retrovisores, é necessário recorrer à tela central de 14,6" e aos botões do volante (multifuncional). Nada prático, mas é uma solução que várias fabricantes chinesas vêm adotando ultimamente.

Mesmo que pertença ao segmento de hatches, o modelo tem equipamentos dignos de carros de luxo. A ventilação nos bancos da frente (que têm comandos elétricos), por exemplo, é uma delas. Porém, vale apenas para a opção de topo, que ainda oferece tampa do porta-malas com abertura elétrica, carregador de celular por indução, câmera com visão 360° e ADAS de nível 2 com 11 funções. Entre elas, frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal e traseira, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa e controlador de velocidade adaptativo.

Se por um lado é importante (e útil) ter vários recursos de segurança - possui, aliás, seis airbags -, os diversos radares fazem o carro apitar a todo momento em meio ao trânsito. Sem contar que a câmera aparece no canto esquerdo da tela central e, em alguns momentos, pode atrapalhar a navegação.

Tração dianteira

Em relação à propulsão, o motor elétrico traciona as rodas dianteiras e gera 21,4 mkgf de torque - como em todo carro elétrico, disponível imediatamente. O resultado é mais segurança em ultrapassagens, retomadas de velocidade e arrancadas. Por falar nisso, o Aion UT Elite vai de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e chega a 160 km/h de velocidade final. Em síntese, tem bastante disposição, mas é domável. 

Em relação às suspensões, usa McPherson na dianteira e barra de torção atrás. A engenharia, no entanto, calibrou o conjunto em um misto de conforto e eficiência. Aliás, é confortável até demais. Se por um lado, isso ajuda a reduzir os impactos do (péssimo) asfalto das cidades brasileiras, em estradas com piso plano - cenário o qual não estivemos com o carro - pode incomodar pela extrema maciez. A direção é direta. Mas o volante não tem ajuste de profundidade.

Ponto para o espaço

O GAC Aion UT tem o maior espaço entre-eixos da categoria. Só ele entrega 2,75 m de entre-eixos. Os demais concorrentes estão entre 2,65 m e 2,70 m. O espaço atrás é bem generoso. Aliás, o interior do carro pode ser transformado em cama, basta deitar, por completo, os dois bancos dianteiros. 

Ademais, o modelo conta com 4,27 metros de comprimento, 1,85 m de largura e 1,58 m de altura. No porta-malas, que tem estepe (incomum em carro chinês), cabem 340 litros. Vale pontuar que o hatch elétrico é desenvolvido na nova plataforma de última geração, AEP 3.0, dedicada a veículos elétricos.

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