
Determinados produtos brasileiros poderão estar sujeitos a tarifas adicionais acumuladas de até 37,5% impostas pelo governo Donald Trump, elevando o custo de acesso ao mercado norte-americano e colocando o Brasil entre os países com maior nível de tarifação para exportar aos Estados Unidos, afirma a Amcham Brasil, em nota.
Além do conjunto de tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica para o Brasil, informado em 1º de junho, o cálculo também considera um relatório divulgado pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação da Seção 301 referente ao trabalho forçado envolvendo cerca de 60 países. Neste segundo caso, a recomendação é a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos originários desses mercados, prevendo dois níveis de taxação: 10% e 12,5%.
O Brasil está incluído no grupo sujeito à alíquota mais elevada, segundo a Amcham. A instituição crava que, neste cenário, "torna-se ainda mais relevante avançar em uma solução negociada para a investigação da Seção 301 envolvendo especificamente o Brasil, de forma a evitar que as exportações brasileiras enfrentem condições de acesso menos favoráveis do que as de seus principais concorrentes no mercado norte-americano, especialmente em produtos industriais".
A Amcham Brasil diz que seguirá apoiando o diálogo entre os dois governos e iniciativas que contribuam para o fortalecimento da parceria econômica bilateral.
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