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Por mês, Grande ABC registra 26 casos de meningite no primeiro quadrimestre do ano

Região teve 104 diagnósticos; especialistas explicam que doença afeta sistema nervoso central e alertam sobre importância da vacinação

03/06/2026 | 08:45
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ARTE: Agostinho Fratini/DGABC
ARTE: Agostinho Fratini/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC teve uma média de 26 casos de meningite por mês entre janeiro e abril de 2026. No total, foram 104 ocorrências, segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde. No Estado, houve 1.108 neste período.

Os registros da doença ganharam notoriedade recentemente após a Secretaria de Estado da Saúde confirmar o diagnóstico de meningite meningocócica (variante bacteriana) em um homem de 37 anos, que era tratado como suspeito de contaminação pelo vírus ebola na Capital, o que foi descartado após análises.

Na região, São Bernardo liderou as estatísticas com 34 registros, seguido de Santo André com 24. Já Diadema e Mauá aparecem com 17 e 15 casos em cada cidade. Fechando a lista, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e São Caetano tiveram seis, cinco e três, respectivamente.

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Segundo o Ministério da Saúde, a doença é uma inflamação que afeta o sistema nervoso central do paciente, atingindo as membranas que protegem o cérebro, as meninges. Os tipos mais comuns são bacteriana e viral, transmitidas por meio de gotículas respiratórias, como tosse ou espirro. A forma bacteriana é a mais grave, com letalidade que chega a 20% a 30%, sendo mais elevada em crianças e idosos.

“A bacteriana pode ser leve, com sintomas de dor de cabeça, náuseas e vômitos. Mas, na maioria das vezes, tem uma chance de ser grave se não for tratada no período adequado, podendo causar convulsão, rebaixamento da consciência. A vida da pessoa corre risco”, explicou o professor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e infectologista, Renato Grinbaum. Ainda segundo o especialista, diante de sintomas, deve-se procurar um médico imediatamente.

De acordo com dados do DataSUS, o Grande ABC apresentou alta de 6% no quadrimestre. No período do ano passado, foram 98 casos. Para Grinbaum, apesar do acréscimo, trata-se de algo dentro do esperado. “Esses números refletem a meningite bacteriana. Foi uma alta muito pequena, não houve nenhum alerta em relação à variação das ocorrências. Está dentro da margem de segurança. É uma variação de ano a ano que é esperada”, disse Grinbaum.

O infectologista da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Marcelo Otsuka, também afirmou que não reflete um aumento significativo. “O diagnóstico das infecções tem melhorado nos últimos anos, o que favorece a identificação.”

Os especialistas e as prefeituras do Grande ABC alertaram sobre a importância da vacinação, principal forma de prevenção. O SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza os imunizantes meningocócica C e meningocócica ACWY logo no primeiro ano de vida da criança, além das vacinas BCG, pneumocócica e pentavalente.

A Prefeitura de Santo André, por exemplo, afirmou que são desenvolvidas buscas para atualização da carteira vacinal e ações em escolas. Rio Grande da Serra disse realiza procura e conscientização, inclusive com campanhas feitas neste ano na estação de trem local.




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