
Segundo boletim médico divulgado no início da tarde desta quinta pelo hospital, o estado de saúde de Deborah é bom. Os exames realizados detectaram queimaduras de segundo grau em seus braços, pernas e região dorsal. O documento é assinado pelo médico Ricardo Botticini Peres.
De acordo com o cirurgião plástico Carlos Fontana, responsável pelo atendimento médico, Deborah deve receber alta dentro de uma ou duas semanas. Ele afirmou que esse é o prazo necessário para a recuperação completa da paciente. Fontana disse que ela não deve ter seqüelas.
O médico da família, Silvio Bromberg, que foi a Israel acompanhar o tratamento de Deborah, disse que ela recebeu sangue antes de embarcar para São Paulo, já que apresentava quadro de anemia. Segundo ele, Deborah recebeu medicamentos para proteger o estômago e permitir que ela pudesse receber algum tipo de alimento durante a viagem.
Durante o trajeto entre o Aeroporto Internacional de Cumbica e o hospital, Deborah foi assistida por uma enfermeira da equipe de remoção da unidade de primeiro atendimento do Albert Einstein.
Segundo o marido de Deborah, Antônio Augusto da Costa Faria, ela está com os braços e as pernas enfaixados e com parte do cabelo queimado. Ele ainda disse que, apesar do carinho que recebe dos familiares, Deborah deve passar por tratamento psicológico. A filha da funcionária pública disse que ela está bem, mas ainda tem dificuldades de se alimentar e enfrenta uma febre altíssima. Mariana, de 20 anos, disse que se sente “aliviada” por saber que sua mãe está perto dos familiares. Ela disse que Deborah relembrou o momento exato do atentato. “Não hora, ela não acreditou no que estava acontecendo”, afirmou a garota.
Faria e Mariana estavam acompanhados do cônsul-geral de Israel Medad Medina, e o embaixador, Daniel Gazit. Os outros dois filhos de Deborah e Faria, Bruno, de 21 anos e Taís, de 15, não foram autorizados a entrar na aeronave. Segundo a Polícia Federal, havia razões de segurança e operacionais para a restrição.
Deborah e sua família estavam em Jerusalém para o casamento de seu irmão, que vive em Israel. A explosão aconteceu em uma pizzaria no Centro da cidade e foi causada por um grupo islâmico palestino.
A madrasta de Deborah, Flora Rosembaum, 58 anos, que também foi ferida no ataque, continua internada em Jerusalém enquanto se recupera das queimaduras que teve por todo o corpo. O governo israelense está pagando todas as despesas médicas das brasileiras. Ela ainda não viajou ao Brasil porque não recebeu autorização médica.
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