A categoria entrou em greve nesta terça, para reivindicar o repasse de verbas devidas às empresas para que estas possam, entre outras coisas, pagar o vale-refeiçao aos trabalhadores. A paralisaçao prejudicou cerca de 300 mil pessoas e provocou tumulto em frente ao Palácio das Indústrias, sede do governo municipal. Os manifestantes apedrejaram um ônibus que tentava furar o bloqueio e agrediram jornalistas. A legislaçao municipal exige que 50% da frota é obrigada a rodar, mesmo que a categoria entre em greve.
Demissoes - Getúlio Hanashiro disse que se os funcionários insistirem na greve, a medida a ser tomada pode ser uma demissao em massa. Celso Pitta, por sua vez, afirmou, através de uma nota, que nao vai repassar "nem mais um centavo" para as empresas de transportes, enquanto elas nao se reestruturarem e demonstrarem eficiência. Pitta admitiu a dívida que a Prefeitura tem com as empresas, mas disse que já foram liberados R$ 150 milhoes no primeiro semestre do ano e agora a Prefeitura nao tem condiçoes de quitar a dívida restante.
O protesto dos motoristas provocou nesta terça um recorde de congestionamento no mês no período da manha. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), foram registrados 106 quilômetros de lentidao em toda a cidade às 10h. De acordo com a SPTrans - empresa que administra o transporte coletivo na cidade - pelo menos 260 mil passageiros foram prejudicados.
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