
O líder cubano Fidel Castro se declarou satisfeito com os rumos do país sob comando de seu irmão Raúl e considerou acertada sua decisão de ceder a presidência a ele em 2006, deixando entrever que poderá, inclusive, delegar a máxima chefatura comunista, segundo declarações em um encontro com estudantes divulgada pela imprensa local.
"Eu fiquei doente e fiz o que devia fazer: deleguei minhas atribuições. Não posso fazer algo em que não estou em condições de dedicar todo o tempo", segundo os trechos divulgados sobre a conversa que manteve com estudantes secundários sobre os perigos de uma guerra nuclear, os problemas do meio ambiente e seu afastamento do governo.
Avaliando as reformas econômicas impulsionadas por seu irmão para atualizar o modelo econômico cubano, Fidel disse que está "contente porque o país está marchando, apesar de todos os desafios".
O líder comunista de 84 anos disse ter cedido seus cargo por recomedanção médica. "Eu ia dizer: apesar dos médicos", brincou.
"Se tivesse me tratado nos Estados Unidos, talvez fosse precisar de todo o dinheiro que me atribuíram os bandidos da revista Forbes", ironizou ainda, aludindo à publicação que o incluiu na lista dos grandes milionários do mundo.
Fidel também comentou que os Estados Unidos se encaminham para o fascismo depois da recente vitória eleitoral republicana.
"Os Estados Unidos são um país que se encaminham para o fascismo e não há esperanças", afirmou.
Ele advertiu que não é um dado menor o fato de a extrema-direita chegar ao poder em um país "que se apoderou das principais fontes de petróleo, onde, além disso, tem uma situação insustentável" (referência ao Iraque e Afeganistão).
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